Em 1815, o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. Em 1820, na cidade portuguesa do Porto, rebentou uma revolução contra o absolutismo, levando os portugueses a conclamarem uma assembleia constituinte para elaborar uma constituição que limitasse os poderes do rei. Em março de 1821, os deputados lançaram as Bases da Constituição que foram aprovadas por D. João VI, já de volta a Portugal. Uma das cláusulas exigia que, em cada província do Reino Unido, houvesse eleição para uma Junta provisória enquanto não fosse aprovada a Constituição. Outra cláusula mandou libertar todos os presos políticos da Revolução Republicana de 1817, que voltaram da Bahia para o Recife, em 1821.
Os ex-presos políticos e os liberais constitucionalistas se armaram e, na vila de Goiana, elegeram uma Junta Constitucional Provisória de Pernambuco, em 29 de agosto de 1821, sob a presidência do goianense Francisco de Paula de Paula Gomes dos Santos. Em seguida, cercaram o Recife e obrigaram ao general governador Luiz do Rego Barreto a assinar um Tratado de paz, na Convenção de Beberibe, em 5 de outubro daquele ano e regressar a Portugal. Foi eleita outra Junta para governar Pernambuco, composta de civis e só de pernambucanos, sob a presidência de Gervásio Pires Ferreira. Era o caminho da autonomia e da independência!
Salve, 29 de agosto de 1821!
Salve, Convenção de Beberibe!